Ciberativismo como fenômeno sociopolítico em uma sociedade em rede


Ricardo Rohm, Gabriel Valuano, Sara Hummel e Sofia Xavier em UFRJ

ResearchGate – 📅 SIAc 2018 – 🏅 Prêmio

Resumo:

O presente estudo apresenta como objetivo geral identificar e analisar as diferentes estratégias e concepções do ativismo digital, em uma sociedade em rede, a fim de compreender de forma holística o seu papel de influência na governança social. Este objetivo ramifica-se em (1) identificar os diferentes fatores que afetam a dinâmica dos movimentos ciberativistas, (2) explicitar as modalidades de participação cibernética.
Por focar no caráter subjetivo do fenômeno analisado, define-se a abordagem como qualitativa, pois, segundo Raupp e Beuren (2006, p. 92), nesta abordagem “concebem-se análises mais profundas em relação ao fenômeno que está sendo estudado”, e, quanto ao objetivo, caracteriza-se como exploratória, pois, segundo Gil (2010, p. 27), “seu planejamento tende a ser bastante flexível, pois interessa considerar os mais variados aspectos relativos ao fato ou fenômeno estudado”. Fez-se necessário a elaboração de um arcabouço teórico de apoio para que seja possível analisar o fenômeno em questão, em que se contemplaram os conceitos de vigilância, dominação (FOUCAULT, 2017) e poder (CASTELLS, 2014; FOUCAULT, 2017), ativismo e não-violência (SHARP, 1973), sociedade em rede (CASTELLS, 2014), ciberespaço, hacktivismo e hackers (JORDAN; TAYLOR, 2004; COLEMAN, 2015). Além disso, foi desenvolvida uma revisão bibliográfica a fim de se elaborar uma fundamentação teórica e uma análise do caminhar da discussão científica sobre o tema em questão.
Assim, o estudo busca responder à seguinte questão: como os ativistas podem influenciar, por meio do uso das atuais tecnologias digitais, os processos decisórios de Corporações e Governos?
PALAVRAS-CHAVE: Ciberativismo; Tecnologias Digitais; Governança Social; Internet; Sociedade em Rede.
Após a análise de 39 artigos, identificou-se exemplos de datativismo tais como a organização de protestos por meio de redes sociais, a criação de petições online e o desenvolvimento de softwares livres ou abertos. Com base em Franco (2003), realizou-se a análise de conteúdo das modalidades de ativismo online identificadas, considerando-se o uso de suas respectivas ferramentas, para a discussão de resultados.

Abstract:

Cyberactivism as a sociopolitical phenomenon: an integrated analytical model for democratization within networked societies

The research aims to identify and analyse the different strategies and designs of cyberhaktivism within a networked society in order to understand heuristically its role in influencing social governance.
By focusing on the subjective character of the analyzed phenomenon, the approach is defined as qualitative, because, according to Raupp and Beuren (2006, p.92), in this approach, “deeper analyses are conceived in relation to the phenomenon that is being studied”, and, about the objective, it is characterized as exploratory, because, according to Gil (2010, p.27), “its planning tends to be quite flexible, because it is worth considering the most varied aspects related to the studied fact or phenomenon”. A theoretical framework was necessary to the analysis of the phenomenon in question, and the concepts of vigilance, domination (FOUCAULT, 2017) and power (CASTELLS, 2014; FOUCAULT, 2017), as well as activism and non-violence (SHARP, 1973), network societies (CASTELLS, 2014), cyberspace, hacktivism and hacking (JORDAN; TAYLOR, 2004; COLEMAN, 2015) are contemplated and discussed. Furthermore, a bibliographical review was developed in order to build a theoretical grounding and an analysis concerning the scientific discussion of the theme in the last 10 years.
The present research, therefore, aims to answer the following question: how can activists influence the decision making of corporations and governments by using current digital technologies?
KEY WORDS: Cyberactivism; Digitalisation; Social Governance; Internet; Networked Society.
After analyzing 39 articles, we identified examples of datactivism such as the organization of protests through social media, the creation of online petitions and the development of open or free software. Based on Franco (2003), we carried out the content analysis of the identified online activism modalities, considering the tools used in each of them, to discuss the results.

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