PROGRAMA DE ESTUDOS E PESQUISAS EM
DESENVOLVIMENTO HUMANO, FORMAÇÃO DE LIDERANÇAS TRANSFORMADORAS E GOVERNANÇA SOCIAL
Eponina, Ernesto Nazareth
Chevron esquerda

A crise ética e seus impactos na formação de lideranças transformadoras: uma análise crítica dos desafios socioeconômicos contemporâneos

,
📅 DATA DA PUBLICAÇÃO
🔖 PALAVRAS-CHAVE
📃 DIVULGADO EM

UFRJ,

🗺️ CIDADE
AUTORES:

ResearchGate – 📅 SIAc 2017

Resumo:

As transformações advindas do processo de globalização, definido por Aktouf (2005) como um fenômeno de expansão, em escala mundial, do capitalismo financeiro promovido, sobretudo, pelas empresas norte-americanas, vem se intensificando durante o século XXI, alterando a ordem e a lógica socioeconômica, resultando em um cenário contemporâneo que representa uma crise ética e moral devido a propagação de novos princípios funcionalistas. Paine (1994) ressaltou a importância do líder no comportamento ético da organização. No que tange à ética no processo decisório, essa conjuntura afeta a formação de novas lideranças transformadoras, detentoras de um propósito nobre, que inspira pelo exemplo o caráter e a ética (ROHM, 2016), e resulta em desafios a serem superados para se reverter essas crises. O presente estudo propõe uma análise teórica e crítica sobre como a crise ética e moral da atualidade impactam na formação de lideranças transformadoras em um novo cenário socioeconômico, sendo a ética, definida por Vásquez (1990) como a teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em sociedade. Tal estudo realizado mediante revisão da literatura e análise de textos complementares de revistas e livros pretende elucidar o leitor quanto à forma como é estudado e abordado o tema atualmente na literatura cientifica brasileira, revelando os desafios que terão que ser enfrentados pelas novas lideranças transformadoras em formação, diante do atual cenário crítico e antiético. Espera-se com os resultados da atual pesquisa demonstrar, como resposta para a crise ética e moral contemporâneas, que é imprescindível resgatar valores e princípios abandonados durante a transição para o capitalismo financeiro, visando evidenciar a importância de um proposito virtuoso, pautado em princípios íntegros para os grandes líderes em formação. Busca-se inspirar os grandes gestores, CEO’S, governantes e administradores a governarem e gerir para os outros e priorizando o bem-estar da sociedade e não apenas seus interesses individuais ou corporativos.

ANEXO:

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Inspiração:
Gurdjieff
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🌈Com ênfase na diversidade sexual, os estudos analisam as relações de poder e preconceito presentes nas organizações, estimulando o combate à discriminação e à homofobia.

Observam-se quais os modelos adotados para a gestão da diversidade com base nas boas práticas de inclusão – sejam elas nacionais ou internacionais.

Busca-se compreender as vantagens competitivas existentes em um ambiente diverso, considerando também o bem estar de cada colaborador.

A conscientização e o enfrentamento acerca das manifestações homofóbicas nas organizações e demais ambientes de trabalho é crucial para a erradicação da homofobia em nossa sociedade.

“Tanto na esfera do conhecimento, quanto na da política, da sociedade e da própria vida humana, a diversidade deve ser percebida com entusiasmo, com paixão, compaixão e com o encantamento de quem redescobre o mundo. Assim é para mim, permanentemente. Em cada gesto.”

Rohm, em Por uma elegia à Diferença!

Liderança transformadora

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🦅 Estes estudos visam compreender a existência e o surgimento de líderes, a análise e aprendizado das competências fundamentais da liderança. Formamos líderes para transformar a sociedade em prol da diversidade humana.

A liderança aqui não aparece como mero recurso para maior vantagem competitiva, mas como forma de se instaurar e de se gerir a transformação.

Transformação significando a ruptura com antigos padrões e a elevação do nível de consciência, tanto pessoal quanto organizacional.

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…"a verdade pertence aos olhos que a vêem" assim como a sabedoria se origina da vivência autêntica de cada um, do olhar por dentro, da celebração da diferença, da entrega, do aprender com amor e coragem de mudar a si mesmo, para além dos limites, para poder merecer mudar o mundo.”

Rohm, em Sócrates e Rohm refletem.

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Quanto à Governança, os estudos buscam entender as relações pelas quais uma empresa é controlada e administrada, trabalhando para além do paradigma padrão de governança voltada para os shareholders (detentores de ações), mas também para os stakeholders (sociedade, clientes, fornecedores, funcionários e acionistas).

Desejamos estimular a implementação de práticas de gestão socioambientais sustentáveis e éticas nas organizações.

Existe uma preocupação com o resgate social da produção da riqueza que parece obstaculizado pela crise do Estado contemporâneo. A governança é  entendida como um campo de retomada social da produção e da distribuição das riquezas.

"A crise de referências e valores fundamentais da sociedade moderna, acompanhada pela crise de suas instituições tradicionais, desorganizam e desqualificam os então conhecidos e praticados vínculos sociais essenciais aos processos de identificação dos indivíduos, e, portanto, fragmentam suas identidades e abrem um vazio de sentido a ser pretensamente ocupado pela Organização contemporânea, com seu imaginário de excelência e sucesso, ensejando a discussão dos modos de subjetivação inaugurados por suas práticas discursivas."

Rohm, em ​A Produção de Subjetividades em Organizações Contemporâneas: Práticas Discursivas e Políticas da Empregabilidade.

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