PROGRAMA DE ESTUDOS E PESQUISAS EM
DESENVOLVIMENTO HUMANO, FORMAÇÃO DE LIDERANÇAS TRANSFORMADORAS E GOVERNANÇA SOCIAL
Eponina, Ernesto Nazareth
Chevron esquerda

Práticas de gestão para a inclusão de pessoas transgênero nas organizações

,
📅 DATA DA PUBLICAÇÃO
🔖 PALAVRAS-CHAVE
📃 DIVULGADO EM

UFRJ,

🗺️ CIDADE
AUTORES:

ResearchGate – 📅 SIAc 2018

Resumo:

A presente pesquisa tem o objetivo de identificar os desafios à inclusão de pessoas transgênero nas organizações no Brasil nos últimos 20 anos, analisar as iniciativas já existentes e propor eventuais sugestões para seu aperfeiçoamento, no intuito de promover a transformação social dos grupos transgênero marginalizados.
De acordo com Irigaray (2010), o mercado de trabalho formal é inacessível à maioria das pessoas transgênero. Sua afirmativa é corroborada por pesquisas que apontam que 90% dos transexuais brasileiros estão fora do mercado formal de trabalho, especialmente na prostituição. (VASCONCELLOS, 2014; GONÇALVES, 2017).
O desempenhar de atividades sexuais como meio de vida torna as pessoas transgênero mais vulneráveis à violência. Entre 2008 e setembro de 2017, 1.071 pessoas transgênero foram assassinadas no Brasil, tornando-o campeão em mortes violentas contra essa população. Esse número foi consolidado pelo projeto Trans Murder Monitoring (2017), trabalho de cooperação entre a ONG Transgender Europe e o periódico Liminalis, em 71 países, que possui como colaboradores nacionais as ONGs ASTRA Rio, Grupo Gay da Bahia e Rede Trans Brasil.
Cabe ressaltar que todas as etapas que envolvem a exclusão e a violência contra as pessoas transgênero são permeadas pela homofobia, que é a aversão a indivíduos ou práticas que apresentam características atribuídas a outro gênero (WELZER-LANG, 2001; BORRILLO, 2010) e pela heteronormatividade, crença na superioridade da heterossexualidade em detrimento de outras orientações sexuais (ROHM; CABRAL; FERNANDES, 2012; IRIGARAY; FREITAS, 2013, LODAHL, 2013), arraigadas nas estruturas socioculturais nacionais.
Para as empresas, incluir cidadãos transgênero significa desenvolver a diversidade em suas equipes. Segundo Fleury (2013), existe diversidade quando indivíduos de diferentes identidades cooperam de maneira harmônica, viabilizando a percepção de novas abordagens (IRIGARAY; FREITAS, 2013) e, assim, incrementando a vantagem competitiva (ROHM; CABRAL; FERNANDES, 2012). Consoante Verdade (2013), organizações com diversidade sexual possuem aumentada criatividade no ambiente organizacional, gerando inovação e fomentando a competitividade no mercado de trabalho.
A metodologia adotada para esse trabalho é a pesquisa bibliográfico-documental, por meio da qual serão analisadas publicações científicas acerca do tema nos últimos 20 anos, em busca de práticas inclusivas de pessoas transgênero em trabalhos formais. Entretanto, por conta de sua atualidade, esse estudo também poderá ser apoiado por fontes sem tratamento analítico, como relatórios, vídeos, notícias e artigos de revistas não-científicas. A abordagem qualitativa será utilizada para realizar tratamento dos dados encontrados.
Ao final da pesquisa, espera-se prover informações para (1) empoderar e incluir a população transgênero no mercado de trabalho; (2) propor às organizações eventuais sugestões para ampliar a contratação de profissionais transgênero em seus quadros.
Palavras-chave: pessoas transgênero, inclusão, gestão da diversidade, mercado de trabalho

Abstract:

Management practices towards the inclusion of transgender people in organizations in Brazil

This research aims to identify the challenges of including transgender people into Brazil’s organizations, to analyze the current managerial initiatives and to propose potential suggestions whilst fostering social transformation of marginalized transgender groups. Ninety percent of Brazilian transgenders are outside of the formal job market, incidentally working for the “sex industry”. Between 2008 and September 2017, 1,071 transgender people were murdered in Brazil, making them the top critical target of violent deaths and persecution. All stages of social rejection against transgender people are immersed in homophobia and seems to be mainly underpinned by heteronormativity. Most companies, though, include transgender citizens as to develop diversity inside their teams through sexual diversity policies which demonstrate to increase creativity on their organizational environment, stirring innovation and provoking a positive competitiveness within the job market. This research is a bibliographical and documental review, whose Brazilian scientific publications about the theme from the last 20 years were analyzed. Due to its contemporaneity, however, this study is also supported by some sources from non-scientific media such as newspaper articles, interviews and videos. The data analysis of Brazil’s scientific literature showed that management practices towards the inclusion of transgender people into organizations need to be intensified. The existing papers focus on issues which concern their suffered violence, although these do not deepen into how organizations would become stronger and prepared to solve the low employability challenge of transgendered citizens. In turn, the available non-scientific documents from general media just favor the punctual and individual successful narratives of transgender employment. Thus, based on the aforementioned points, this paper proposes solutions in order to foster a better qualified recruitment and maintenance process of transgender people in the labor market of Brazil nowadays.

This research aims to identify the challenges of including transgender people into Brazil’s organizations, to analyze the current managerial initiatives and to propose potential suggestions whilst fostering social transformation of marginalized transgender groups.

ANEXO:

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Inspiração:
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