A VIVÊNCIA

Nova

Aqui você encontrará depoimentos dos participantes sobre essa experiência.
Visões, sentimentos, insights, o que seus corações quiseram falar sobre o evento.

Depoimento de Andreza Gonçalves

Envolver-me pela experiência do SDH2020 incumbiu a mim o desafio de sentir a vida por meio de meu próprio corpo e alma, sem telas ou intermediários, pois ao caminhar pelo caminho daqueles que o desbravaram, que por ele sofreram e por ele resistiram recebi a esperança e gratidão por estar viva. Dessarte, ainda que minha percepção da realidade venha a ser limitada ao que conheço, os seminários propiciaram um mergulho constante pela ampliação da consciência do momento presente de toda minha expressão e potencialidade de vida de maneira a me permitir reconhecer quem sou, quem é o outro (seja ele como for), quais são as conexões relacionais possíveis, bem como qual é o caminho pelo qual o meu corpo se move no agora e delineia minha existência pelo meu próprio agir individual, profissional e social. No entanto, como a obtenção de mais compreensão jamais seria suficiente para os planos de um líder transformador como o Dr. Ricardo Rohm, a peregrinação desenvolveu em mim a humanização que me posiciona na coletividade como um membro de uma orquestra sinfônica o qual com confiança, disciplina e leveza em cada ação (inclusive na alimentação) funciona por meio da sincronicidade dos seres possíveis para agir com a coragem, empatia, criatividade e estratégia necessárias a melhoria contínua daquilo que o todo (o mundo) precisa. Todavia, não se tratando de um mero movimento pelo espaço, este acontecimento poderia ter ocorrido em qualquer outro lugar desde que guiado pela sabedoria ímpar de Rohm, mas ao ser realizado pelo território Alemão encarnou uma experiência incomensurável de eficiência, esperança, resistência e inclusão de um lugar que se levantou de uma tragédia e hoje é um exemplo que me impulsiona a acreditar e agir por uma realidade melhor, também, no Brasil.

Andreza de Lima Gonçalves.

Depoimento de Claudia Raphael

Peregrinação
Começo com um imenso agradecimento pelos benefícios à minha saúde física e mental que a peregrinação me proporcionou. Antes de Berlim eu estava em um estado muito ruim de depressão e estava com enorme dificuldade de sair de casa e fazer até pequenas tarefas do dia a dia. Muitas vezes pensei em desistir da viagem por achar que não seria capaz de acompanhar o ritmo do grupo e muito menos de mestre. Hoje, graças à sua liderança e exemplo consigo perceber que sou muito mais forte do que eu pensava, tanto mental quanto fisicamente. Andei mais de 20 km em alguns dias com o grupo e minhas pernas foram fortalecidas junto com meu coração. Tivemos um momento extremamente especial no qual estávamos em uma floresta dos jardins de Frederico II e abraçamos uma árvore idosa. Posso dizer que me senti abraçada de volta pela própria vida. Escolhi este momento para relatar em meu depoimento pois ele é muito representativo do resto da peregrinação para mim. Nele aprendi que quando você vive o momento presente e o faz com amor, a vida faz sentido e os Multiversos estão em harmonia com você. Ouvi sussurros e segredos da árvore que achava que só deus podia saber, mas descobri que, na verdade, a vida é genuinamente extraordinária e parece com o que os contos chamam de magia, mas é uma realidade bela e que vale a pena ser vivida, mesmo com todos os obstáculos e problemas que se apresentam no mundo espiritual e humano. Hoje sei que depois de tanto caminhar, processar pensamentos, meditar – tudo o que acontece em uma peregrinação – posso muito mais do que acreditava e que tenho toda a força do Universo inteiro dentro de mim.

Seminário
Um dos ensinamentos mais importantes sobre o seminário foi sobre a necessidade de aceitar perder alguma coisa. Não só aprendendo sobre minha geração e como fomos criados para querer tudo e que somos especiais, mas também tendo noção de minha própria ambição desenfreada, pude perceber o quanto é necessário aceitar e escolher a humildade como valor. Sempre sofri também com uma ansiedade social extrema e o medo de estar sempre perdendo eventos e acontecimentos se transformou praticamente em uma síndrome (FOMO). Não desejo viver minha vida fora do momento presente, sempre desejando e nunca vivendo, sempre correndo atrás e nunca agradecendo por aquilo que já tenho.
Foi mais importante ainda, perceber o quanto eu estava imersa em relações superficiais na minha vida e as redes sociais, que viraram um vício, contribuíam para tornar tudo cada vez pior. O meu maior tesouro que encontrei em Berlim foram os meus amigos com quem criei laços de amor genuíno e relacionamentos nos quais nos permitimos ser vulneráveis e podemos mostrar quem somos de verdade. Agora, não me sinto mais sozinha no Rio de Janeiro e sei que tenho apoio de pessoas que realmente se importam comigo e para quem posso dar amor. Sou muito grata ao Mestre por ter unido todos nós com sua enorme sabedoria e principalmente por ter feito este seminário e a peregrinação com Amor. Esta palavra para mim se tornou o sinônimo do sentido da minha vida e da existência. Já não mais me cobro um grande plano de carreira no qual eu possa ajudar milhares de pessoas e enquanto não o realizo me sinto sem propósito. Já não mais me sinto incompetente, pois percebi a minha própria importância dentro do microcosmos que me cerca, e também o que sou. A micropolítica é sim o passo fundamental a ser dado para mudar as coisas e agora consigo viver em paz no meu dia a dia sabendo que posso fazer a diferença mesmo que meus gestos não estejam, ainda, alcançando muitos. Ou quem sabe não estejam? Afinal, estamos todos conectados.


Claudia Raphael

Depoimento de Felipe Tinoco

Seminário e peregrinação. A intensidade da vivência em Berlim e no SDH não facilita a diferenciação, improvavelmente óbvia, do que é o que. Quando se sai de sala e se aprende na prática e na experimentação os ensinamentos alemães, o que se escuta – a dita teoria – ganha mais sentido e confunde as sensações. Na prática, no entanto, é que se desafia o corpo, objeto no qual nos projetamos, diante de frio e de condições amenas de temperatura, a resistir para que se escute/ouça e perceba o que a peregrinação proporciona. Nela, foi possível estar diante de uma cidade única. O transporte e a cultura de comportamento do cotidiano já impactam qualquer carioca que lá pise em primeiro – e em segundo, terceiro… – momento. A valorização do silêncio se coloca não apenas como prática para a reflexão, como também é prática do respeito ao outro. Em seguida, quando os trens, trams, metrôs e ônibus, ordenados pela Deutsche Bahn, já fizeram do caminho, em sua versão de transporte, um local de aprendizado, os destinos em que se saltava igualmente o foram, defronte às belezas que aquele local pulsa em encruzilhadas, monumentos e arquiteturas. Berlim conta sua história por cada esquina, relembrando o passado para nem sequer existir a possibilidade de repeti-lo. E nem sequer ter a chance de que um dia alguém se sinta preso àqueles pensamentos e dogmas que outrora regeram uma nação. Além disso, respira liberdade – de expressão, de vida, de ensinamentos – desde os detalhes de sua manifestação até às praças públicas de grandes proporções. Sabendo-se mais de Berlim, descobre-se mais de si mesmo. Peregrinar, então, é uma licença poética de si, que é outro, afastado do seu modus operandi e entregue à realidade que se viveu (e vive, e viverá).
No Seminário, o encontro de si também ocorre, mas de forma diferenciada. Na meia-lua formada nos dias em que estivemos em sala, a confiança – e a vulnerabilidade – gerou momentos e lições que marcam vidas. Os ensinamentos sobre neurociência e as ideias objetivas de propósito e liderança, junto às noções de economia política e saberes filosóficos e sociólogos, não apenas enriquecem nossa bagagem nas mais variadas áreas, como também possibilitam enxergar soluções dentro de nós, e no fazer de nós, que consigam fazer do local em que estamos e estaremos as melhores facetas berlinenses. Por mais respeito, liberdade, e justiça social. O SDH 2020, portanto, é uma vívida experiência transformadora, que tanto bem gera aos seus, e que tanto colherá, desejo e espero, nos próximos dias, meses e anos. E é por isso que sou enormemente grato a quem nos atravessou para estarmos todos lá, e que não foi citado ainda aqui, mas ventila cada linha e cada encantamento deste texto, quem é a personificação do que Berlim é e sopro daquilo que se pode ser: Mestre Rohm.


Felipe Tinoco

Depoimento de Claudia Gonçalves

O Seminário de Desenvolvimento Humano II realizado em Berlin foi o melhor seminário de que já participei na vida. O mestre mostra sempre o quanto está melhor, como se torna cada vez mais capaz de atingir, de acertar no alvo, de dizer as coisas certas no momento certo.
Nos momentos de seminário tivemos oportunidade de compreender, especialmente, sobre como fazer. Entender os conceitos, entender os princípios éticos que norteiam nossas decisões, entender como podemos mudar a nossa vida e o mundo…
Durante a vivência da peregrinação, o que se viu e refletiu em sala, tornava-se real, aplicável, com exemplos vivos e históricos de como as decisões, os princípios e os valores que carregamos podem mudar a realidade, para o bem ou para o mal.
O seminário e a peregrinação se mostraram experiências complementares e indissociáveis.
Agradeço aos que me acompanharam nessa jornada e aqueles que tornaram possível que ela acontecesse. “Down deep inside…”

Cordialmente, Claudine.

Depoimento de Felipe Firmino

Peregrinação
As maravilhas de olhar com os olhos de um Mestre. Conhecer o caminho por um Mestre.
É incrível a sensação de estar em uma senda, encontrar o desconhecido, e ainda, conhecer a vida diferente de qualquer maneira que poderia imaginar. Paixão, arte, Glória, sofrimento, renascimento, reconhecimento do erro, e por fim, o amor pela vida e pelo universo. O mundo nunca acaba.  Um termo da área ambiental, que aprendi quando estudava “recuperação de áreas degradadas”, e que se aplica muito ao que vi na Alemanha, é “resiliência”.  Você pode botar fogo na floresta, capinar um terreno, e mesmo assim, existe um “banco de sementes”, pronto para recriar vida ali.  
O que me encantou foi ver o poder que o desejo tem, as múltiplas faces que um território teve, tudo a partir da “vontade” de certas pessoas, ao longo do tempo.  
O que a Alemanha fez após perder sua identidade? 30 anos depois, eu estava lá, com um Mestre iluminado, que nutre os sentimentos de transformação pelo qual o mundo precisa passar. Mestre me toca com suas extensas sensibilidades: A arte, como conheço, vem de nosso contato. Volto a frisar, o prazer que foi, e ainda é, olhar com os olhos de Mestre.  
 Foi incrível apreciar a beleza do que Deus fez na terra, e no mundo, ao mesmo tempo ver a força humana, até que ponto a nossa espécie pode criar e mudar coisas.  
Cada passada por Hauptbanhof nos leva a um lugar fantástico, diferente e histórico. Difícil seria ter que escolher um momento predileto nesta peregrinação, mas tenho uma nostalgia constante com os palácios dos Fredericos, em uma noite linda, e a caminhada por Berlin west side. Tudo com amor é perfeito. Cores do céu, pessoas radiantes, o frio, o tempo. Ver a dor e dificuldade, transformada em arte. O por de sol, só vendo o céu ficar escuro, com eu mesmo, ali, totalmente presente. Cheguei a uma conclusão: “O melhor da vida é se sentir perdido e presente”.
Com muito amor e saudade,
Felipe de Lima Firmino.  

Seminário
Nenhuma aula de Rohm é sempre a mesma. O Mestre mudou, eu mudei, e tudo continua mudando. Vivemos mais todos os dias.  
Na minha escrivaninha, em que muito estudo e trabalho, eu mantenho todas as anotações de aula que já tive com Mestre, e estas andam, literalmente, comigo, principalmente em períodos sombrios, que me sinto perdido. No seminário, vivi um sonho. O saber de Mestre foi transmutado para mim, com mais entonação e intimidade. E acrescento, que escrevo me deliciando nas memórias do que vivi e aprendi em Berlin.   
Entre ética, poder, moral, cultura, física quântica, desenvolvimento, integridade, a dureza e a beleza do “perder”, me senti extremamente privilegiado de estar em contato com um ser tão sábio, me deleitando com seu conhecimento e suas vivências, ao mesmo tempo em que estava rodeado de pessoas incríveis, todas unidas com amor e compaixão.  
Todo dia em Berlin eu me transformei. Não havia conexão constante com a internet, o que me levou a intensas conversas com meus companheiros da jornada, entre discussões quanto ao amor, ter força, dificuldades emocionais, uma viagem pelo inconsciente, pelo consciente, pelo cósmico, matéria e tudo que forma nossa vida. Senti-me extremamente parte de uma energia maior e foi maravilhoso me sentir presente.  
Vi a importância do papo, ou como estre fala “da conversa dos corpos humanos”, dos insights que este afeto gera. Um brainstorming que ocorre na conversa entre as pessoas, uma conversa tem local, sentimento, empatia, cara a cara. O mundo da experimentação tem o poder de nos fazer evoluir.  
Mestre está eternizado em meu coração!  
Agradeço pelo tempo disposto, por ter me acolhido, e venho trabalhado para contribuir com o mundo, e compartilhar, o que aprendo com você.

Felipe de Lima Firmino

Depoimento de Gabriel Valuano

Seminário
Participar deste seminário me emocionou muito. Estar na companhia de pessoas tão queridas, todas reunidas em um só lugar, tão distante de nossas casas, mas ao mesmo tempo como se estivéssemos em nossos lares foi uma experiência de intensa comoção. Me emocionou reencontrar Mestre Rohm em Berlim. A sua presença tão singular tem a capacidade de despertar em cada um de nós uma chama do desejo de nos tornarmos as nossas melhores expressões. O seminário em Berlim de 2020 aconteceu em um momento muito importante para mim, em que eu me encontrava fragilizado e distante de mim mesmo. É tão belo presenciar a forma como Mestre toca os corações de cada participante, de uma maneira tão amorosa e precisa, falando aquilo que cada um necessita ouvir. Especialmente no seminário, quando o foco é estarmos reunidos em imersão em uma sala ao longo de todo o dia, esses vínculos se tornam ainda mais intensos. Os mais diversos estímulos e apreciações são oferecidos a fim de nos desenvolvermos, de despertar nossos sentidos, nossa atenção, a desapegar daquilo que não importa e a olhar por uma nova perspectiva. O seminário oferecido por Mestre, como expressão da mais bela e pura generosidade e amor, me ensinou que a felicidade é um olhar. É preciso estar atento para que esse olhar seja sensível e perceba a beleza da vida. Pude constatar nesse momento de contemplação o quanto é importante eu aceitar minhas vulnerabilidades e vive-las, mas para isso é preciso ter coragem. É necessário fazer, agir, colocar em prática os aprendizados, sem medo de errar, mas atento e ágil para aprimorar o foco e o posicionamento, sempre. O desafio é grande, mas viver o seminário me preencheu com a esperança e certeza de que nós podemos fazer melhor, podemos ser melhores e ajudar as pessoas se focarmos no presente e percebermos cada pequeno ato como um passo numa longa caminhada que é a vida. E na vida o que importa é o caminho, a longa peregrinação que tanto pode nos encantar.


Peregrinação
Estar na companhia de Mestre é estar sempre aprendendo. O seu exemplo de vida é o maior aprendizado que já tive. O que esperar então de uma experiência tão forte como a de uma peregrinação em sua companhia, sob sua orientação? Com um planejamento impecável, Mestre trabalhou por muitos anos planejando o que ele gostaria de mostrar aos discípulos em uma oportunidade de realizar uma peregrinação no exterior. Sou muito grato pela sua doação de corpo e alma, investindo toda a sua atenção e tanto tempo para nos guiar em uma peregrinação na Alemanha. Fomos presenteados com a oportunidade de conhecer tanto de Berlim, de sua história de dor e luta, compreender as suas paisagens no que elas significam no processo de construção, destruição e reconstrução.  Aprendemos a apreciar o conjunto das obras, ver os sacrifícios que acompanham a glória das vitórias e a dar valor ao trabalho e tempo de cada um. São muitos os ensinamentos que presenciamos em Berlim, com a sua cultura, a sua história inspiradora, mas, principalmente, por poder conhecer tudo isso por meio do olhar de Mestre, tão poético e generoso. É tão lindo como as coisas acontecem de forma mais leve e mágica quando estamos com pessoas queridas, quando estamos presentes e emanando boas vibrações. Foram tantas as recordações de momentos mágicos que me inspirarão em memória a desejar estar presente. Desejarei a simplicidade da caminhada coletiva no dia a dia desta peregrinação sempre presente em meus passos, contemplando a beleza que me foi apresentada onde quer que eu vá. E foi tão lindo que toda essa emoção vivida em Berlim tenha se expandido também para Dresden, Leipzig e Hamburgo, outras cidades tão especiais deste país que tanto me encantou, percebendo suas especificidades tão características, mas principalmente as suas semelhanças que demonstram a luta e as conquistas de um povo e de muitas gerações e tanto sofrimento. Obrigado, Mestre, pelas poesias, músicas, pinturas, amor, palavras de afeto e toda a inspiração. Obrigado por tanto!

Gabriel Valuano

Depoimento de Heduardo Carvalho

Peregrinação
Se iluminar com a luz de Berlim é perceber em qual ponto seu é preciso destruir, construir ou reformar. Já, iluminar-se com a luz da Alemanha com a energia de Mestre Rohm, é perceber o que é colaborar, perceber que a luz não pode e não deve ser provida somente pelas lutas de quem nos ensina, e sim, que os ensinamentos servem exatamente para emanarmos nossa luz, fazer parte da reconstrução do que acreditamos ser o bom, a justiça. É ver arte em sua melhor expressão para nos tocar, mexer em cada célula de emoção e motivação de nosso corpo pra que seja possível entender a beleza, a sua revelação e a transformação capaz de vir dela. A Alemanha que visitamos está lá e são poucos capazes de vê-la, e aí que está o grande privilégio de ver sobre a luz de Mestre. Essa iluminação tem me guiado há alguns anos, e mais claro ainda que as experiências de peregrinação que Mestre proporciona me reconstroem para que eu me entenda na melhor expressão de mim mesmo. Agora é visível pra mim o tamanho da minha caminhada, e mais ainda onde ela pode chegar e qual tamanho do impacto que tenho nesse mundo quando chegar lá. Graças à Mestre, à Alemanha e à Alemanha de Mestre.


Seminário
Fez parte do meu processo de me ver iluminado, quando se trata de uma luz de outro continente, ser capaz de ver outras cores e outras formas. A iluminação da sala de aula em outro lado do mundo também é diferente, é me ver em outra circunstância, não importa que ainda seja em uma sala. O seminário se tratou disso, de sentar e entender o que me ilumina. Quais as cores que me constroem e como posso utilizar isso para que eu alcance o ponto que quero chegar? É sempre uma honra ver Mestre ensinando o que se esforça tanto para aprender a anos e a responsabilidade de estar escutando e tentando compreender isso. É no seminário que sou capaz de ver as transformações que a peregrinação me proporciona, principalmente quando vivo isso inúmeras vezes, nas vozes de cada um que compartilha essa experiência. Foi compartilhando o desenvolvimento, as percepções e as dores que a gente vivia que eu cheguei onde estou. No seminário não é onde vejo o que a luz expõe, mas sim olhar diretamente pra ela e entender qual o foco e posicionamento em que eu a alinho, para que me exponha o que é preciso pra eu seguir meu caminho. É Mestre e seu imenso trabalho no SDH 2020 que alinham, hoje, minha luz mais assertiva e me entendo mais presente no mundo que vivo.


Heduardo Carvalho

Depoimento de José Martins

Quando acordava, nos dias de seminário, sabia que o Maestro Rohm estava cuidadosamente preparando as partituras para guiar sua orquestra de discípulos, estes prestes a dar saltos quânticos, para as salas de conferência do local que os hospedava. Uma das salas se chamava Brandenburger Tor, e assim como o monumento que marcava o triunfo daqueles que atravessavam a Unter den Linden, a sala marcou o início triunfal do seminário. Depois, nos mudando para a sala Siegessäule e alçamos voo, bem como a deusa dourada, com as asas que Mestre nos ajuda a construir, com sua generosidade, brilhantismo, carinho e propósito. Chamei-o de Maestro, acima, pois era lindo ver o que o grupo produzia sobre sua regência. Belos depoimentos, risadas, lagrimas, expressões e sentimentos emergiram à medida em que Mestre Rohm nos abrilhantava com os conteúdos minuciosamente escolhidos para cada momento, para cada pessoa. Em suma, os dias de seminário foi dias academicamente e teoricamente iluminados, trazendo sentido para muitos questionamentos que pairavam em minha cabeça, bem como criando novos questionamentos, os quais trago de volta para o Brasil, em busca de resposta. Voltar mentalmente cansado para o quarto era normal, mas ao mesmo tempo era prazeroso sentir a mente expandindo e as ideias fervilhando. Cedo no dia seguinte o despertador toca, era dia de peregrinação.
A sempre presente correria para não atrasar o horário de saída do hotel já sintonizava meu cérebro com a adrenalina necessária para os dias em que iríamos sentir o frio nas bochechas. Conhecer e caminhar por Berlim (e por outros lugares) sob a perspectiva de Mestre Rohm era uma viagem para dentro, um momento em que muitos questionamentos e ensinamentos vistos nos dias de seminários ganhavam alguma forma, bem como um momento de reflexão e surgimento de novos questionamentos, mediante o olhar sobre a história e as reflexões que esta nos trás. Pensando bem, o ponto a ser destacado não é necessariamente andar por Berlim, mas sim andar ao lado de Mestre, guiado por ele e sob sua perspectiva e sua história; foi maravilhoso na Alemanha, mas sei que será belíssimo em qualquer local geográfico. As danças, risadas, piadas e paradas ficarão em minha memória para sempre, e sei que me pegarei rindo sozinho ao lembrar do meu nome sendo chamado por ele debaixo dos flocos de gelo que caíram do céu naquele belíssimo dia às margens do Wannsee.


José Otávio Alcântara Lucas Martins

Depoimento de Juliana Paes

Seminário
Antes de conhecer o Mestre, sempre busquei me conhecer a partir de definições atribuídas pelos outros, ter uma identidade. Achava eu: o autoconhecimento viria de fora. Ao conhecer o Mestre, seus ensinamentos foram transformando minha forma de enxergar a mim mesma e o mundo ao meu redor. O seminário foi mais uma face da cebola descascada. Começar a compreender que existem diferentes “eus” dentro de nós, e, mais importante, que não gostaremos de todos eles (e tudo bem!), que devemos nos cercar de pessoas que aceitam e respeitam todas as nossas facetas e não tentam nos mudar para atingirmos as expectativas delas foi o passo mais importante para o meu autoconhecimento até hoje. O ambiente proporcionado pelo Mestre no seminário foi justamente esse de pessoas que aceitam todos os nossos lados sem julgamentos e com um olhar de amor para andarmos juntos no caminho sob o direcionamento do Mestre.
Parafraseando-o em dia de seminário, a esperança é aceitar o futuro incondicionalmente sabendo que ele é consequência do fazer-ser (do be do be do). O seminário me mostrou que fico muito presa na zona do medo, de não ter controle e não atingir expectativas. Porém, é isso que me limita e trava no dia a dia. O medro trava o “do” e sem o “do” não existe o “be”. Como o Mestre disse, a iluminação é perder coisas, não a si mesmo.
Peregrinação
Experienciar a Berlim do Mestre é sempre uma experiencia única, independente de quantas vezes você for. Conseguir sentir e entender um pouquinho de tudo que o Mestre sente e entende de cada lugar é muito mais do que qualquer pessoa conseguiria sozinha. Uma jornada cheia de beleza, de Bauhaus, de história, e de convivência com todo o grupo trouxe tanto conhecimento e admiração pela vida. Os momentos mais belos para mim foram a caminhada ao anoitecer no bosque entre os palácios de Potsdam, pois pude botar em prática o viver no momento presente, sem distrações (já que não tinha iluminação ou pessoas em volta), e foi uma belíssima conexão com a natureza e o grupo. Outro momento foi o pôr do sol ao lado do muro Berlim na East Side Gallery, por estarmos todos focados e admirando seu esplendor juntos. Também sempre levarei comigo as experiências que mostraram o quanto seres humanos conseguem fazer mal uns aos outros e do nosso papel em evitar que isso aconteça a partir do fazer-ser do propósito. Propósito que não precisa ser grandioso, só deve servir ao outro. A passagem Haus der Wannsee-Konferenz mostrou como a falta de propósito voltada para o outro e a liderança pelo ódio podem destruir a vida de tantos. Além disso, deixou mais claro ainda que conhecimento acadêmico/ técnico não levam à sabedoria. Esta só pode ser alcançada seguindo o caminho sob orientação do Mestre.


Beijos,

Juliana Paes

Depoimento de Moisés Guimarães

De todas as reflexões feitas pelo mestre, de todos os lugares que o mestre nos levou, fiquei com a sensação de que o sentido da vida é nos escutarmos interiormente. Cada um de nós temos uma percepção do mundo. Estar atento o que ocorre a nossa volta, estar atento naquilo que nos propomos a fazer é especialmente importante. A seleção dos textos que o mestre nos trouxe fala da necessidade de despertarmos para a realidade que vivemos aqui agora, não negando o passado, e isto ficou claro ao visitarmos tantos monumentos de memória da guerra (Wannsee, Memorial do Muro de Berlim e Museu do Terror dentre outros).  Por que será que os alemães conservam uma Catedral em Ruínas? e ergue ao seu lado um monumento simples, dialogando com as consequências de se pensar os efeitos cívicos-morais ao povo alemão?
Mestre nos fez ver com nossos próprios olhos que não é possível pensar em mudança sem que reconheçamos os atropelos passados, o aperfeiçoamento de uma técnica, o aperfeiçoamento de ações que convirjam em bem-estar social, solidariedade e empatia (sobretudo – e neste caso em especial – aos condenados da guerra).
Gostaria de ressaltar ainda que ouvir o mestre contar a história da Ruth Haus foi estrema mente impactante para mim. Só de imaginar essa mulher reunir forças para acolher tantas pessoas após velar três filhos na 2a guerra, há de se reconhecer o quanto a fé, a perseverança, o amor, são caminhos possíveis.


Moisés Guimarães

Depoimento de Lucas Rocha

Seminário
Foram dias de seminários intensos e de profundo aprendizado. Levo sempre comigo uma frase que ouvi mestre falar em uma de suas aulas de psicologia das organizações (IPS 120), “quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, desperta”. Essa frase nunca fez tanto sentido quanto agora depois de experienciar a vivência de um seminário de desenvolvimento humano com Mestre Rohm. É o despertar do ver a si mesmo e ver o outro. Ele tem a incrível capacidade de acordar a todos para aquilo os cercam e mais ainda para aquilo que está dentro de nós e não fazíamos ideia de que estava lá. É quebrar as amarras para que pensemos e permitir que tomemos nossas próprias decisões, sejam elas dolorosas ou não. O seminário me fez ver o belo, saber que ele pode ser prazeroso e doloroso no continuo descoberta do nosso ser e nas descobertas da vida ao longo dela. Outro ponto importante no seminário são as pessoas. Vivemos todos esses dias em coletivo, o aprendizado e o despertar são coletivos, cada um no seu tempo e na sua forma. Cada um na sua forma de se expressar, seja mais contido ou mais comunicativo, cada um ali que compôs o grupo tem um significado na imersão do grupo. Fico muito feliz por ter vivido essa experiência com cada um deles. Ao mestre, minha gratidão por sua energia dispendida ao se propor realizar o seminário de desenvolvimento humano com tamanho impacto nas nossas vidas e que deu tanto trabalho para realizá-lo.


Peregrinação
Peregrinar em Berlim é ver humanidade. É difícil ter a dimensão do que é ver a humanidade quando é dita, só se entende sua plenitude ou se tem uma dimensão quando ela é experienciada. Ao caminhar pelas ruas, vemos honestidade com a história. Em todo lugar que peregrinamos, tem algo que relembre a história do povo alemão, sejam monumentos, sejam quadros, sejam esculturas, sejam palácios, sejam casas, sejam os muros… A história está presente. É mantida viva na memória de todos ali. Somos frutos da nossa história, aquilo que passamos até aqui nos transforma e nos forma, assim como ter mestre em nossas vidas nos transformou e nos transforma a cada dia. Cada um no seu tempo e se transformando na sua melhor versão. Ao me deparar com o novo, com a forma de viver dos alemães, desde quem está no governo até os atendentes dos caixas no supermercado, é possível perceber como o coletivo é colocado como prioridade. Ao experienciar isso, volto ao Brasil com a esperança de que ser humano coletivamente é possível.

Lucas Rocha

Depoimento de Marcelo Canesin

Seminário
O primeiro dia do seminário começou com uma reflexão sobre os valores; eles são qualificados no seu sentido e Mestre explicou sobre a busca do sentido pela questão. O primeiro dia se resume pela busca do sentido dos valores pela questão. Viver gera afetos; um afeta o outro no sentido. A busca é complexa porque praticar o afeto pode ser mal interpretado; o que não tira o direito de se praticar o afeto. A subjetividade é consequência desse processo. A esperança é a aceitação incondicional daquilo que não conheço. A liderança só se exerce pelo amor ou pelo ódio. Pelo amor: esperança; pelo ódio: medo. A esperança vence o medo. Por isso a máxima Nietzschiana: “O mundo sem luz se mostrará pleno por essência”. Ouço incondicionalmente por amor. O líder deve olhar para as necessidades dos outros; reconhecer as habilidades, as conexões, relações que dão sentido à existência, têm propósito; ele deseja. Desejo é força; é o que faz o corpo se mover. Pulsão de vida X Pulsão de morte; Desejo pela autorealização, prazer, conexão X dor, não estabelece + afeto, desconexão. O sentido é relacional; O sujeito passa a interferir na realidade do objeto; ter a experiência de não decidir.
No segundo e terceiro dia presenciamos um Mestre estrategista. O desenvolvimento humano é a ampliação do momento presente. Ver depende de um aprendizado pregresso, mas a inteligência limita o ser. Por isso a definição da ética: abrir mão de nossos pontos de vista para olhar para o ponto de vista do outro (justiça, igualdade, inclusão). Ser grato ainda que se perca alguma coisa. O amor genuíno é o que você deseja incondicionalmente o bem de outra pessoa. Tirar o foco da autoestima, buscar as soluções simples no dia a dia que nos tragam a felicidade; a experiência depende do sensorial; por isso é preciso a materialização. A sabedoria é uma energia de vida. O corpo se move no espaço de acordo com aquilo que acredita. Um líder deseja. Mais do que isso ele tem vontade; A vontade permite suas contradições; ele tem uma fronteira maior, é profundo; não busca apenas o sucesso. Ele busca a materialização e sabe que as ideias são imateriais. Ele é a arte de viver bem no caminho: “Do-be-do-be-do”.


Peregrinação
A experiência de peregrinar por Berlim com o Mestre foi fundamental para compreender a importância e história de muitos lugares. Fomos em vários que, depois de passar um ano vivendo lá, não conhecia. Museus que mal sabia da existência (ex. do cinema; muro). Monumentos que simbolizavam coisas que nem imaginava (ex. mãe com o filho morto no colo; o pupilo e o mestre). A arquitetura dos prédios, os palácios de San Souci; o Schiller, a conexão com a árvore. A casa no Wansee; foi chocante estar no local onde a solução final foi planejada, sentir a energia do lugar; a ponte onde os prisioneiros eram trocados. Toda peregrinação teve o propósito claro do Mestre de mostrar um lado repressivo da cidade, onde as coisas mais horríveis aconteceram, onde os homossexuais eram torturados; a caça às bruxas; em contrapartida com as obras e significados mais belos. A Berlim que luta e reconcilia. Todo esse banho de arte e cultura num ritmo extremamente agradável, com sorvetes Hagen-däsz e jantares em restaurantes mediterrâneos; com conversas agradáveis com cidadãos berlinenses e muitas piadas com os pepianos. Uma obra de arte.

Marcelo Canesin Dias

Depoimento de Pedro Eiras

A experiência vivenciada no seminário SDH Berlim 2020 dependeu e foi sustentada fundamentalmente pelo ilustríssimo organizador, mentor, orientador, querido, e tantas outras atribuições, Ricardo Henry Dias Rohm. É estranho pensar de um dia pisar em Berlim sem a leveza, seriedade, conhecimento e carinho que sua presença carrega e dissemina. E para mim, Pedro Henrique Teles Eiras, com meus 22 anos de vida e 3 anos de faculdade de Administração é um privilégio ter tido a oportunidade de simultaneamente ter feito o aprofundamento pessoal, vivenciado e peregrinado por Berlim pela minha ótica e, acima de tudo, ter colocado a ótica do Mestre para entender o que é peregrinação, vivenciar com atenção e foco no presente e conseguir enxergar com muito mais facetas, cores, nuances, e abundância de detalhes não só a cidade e sua história mas o exemplo de liderança que uma pessoa pode ser.
A peregrinação é um treino para as canelas que não há aviso que sirva de preparação. Minha chegada no primeiro dia já me testou de cara ao me fazer cruzar a cidade inteira para voltar ao mesmo ponto de partida, por um erro de cálculo, que ao fim , evidenciou de antemão de forma divertida um dos ensinamentos do seminário sobre a circularidade do tempo e como as coisas confluem e são uma só. Para além disso, é também um exercício sensorial gritante e belo pois uma vez com os óculos de Mestre, a cidade vibra ainda mais intensamente e os detalhes da organização, arquitetura, disposição espacial, modal e a interação humana passam a saltar aos olhos e encantar constantemente. Peguei-me apaixonado por aquilo que vivenciava. O modo como certas coisas se mantiveram apesar do bombardeamento da cidade são surpreendentes. A Igreja da Memória se destaca como um desses monumentos vivos de ressignificação e perpetuidade. Como justamente a igreja da memória permanece de pé ao bombardeamento? Pra mim entra na categoria de mistérios da existência. Outros locais se destacam, como a região de Wansee, lar da execrável solução final tanto para judeus como para outros grupos, dentre eles torna-se necessária a menção ao LGBT+. Estranho demais e triste a ausência da menção de um grupo expressivo dentro da sociedade berlinense da época. Há também os castelos dos Fredericos, de uma riqueza de detalhes enlouquecedora, tanto de dia como na penumbra da noite, com suas sombras e formas projetadas. A tristeza da área onde o amante de Frederico II é executado, atrás do palácio, é profunda, pelo menos para mim, até os dias atuais. Há inúmeros exemplos adicionais, mas fato é que esse conjunto de edifícios traz as marcas das eras que se encontram.
Por outro lado o esforço contínuo de reconstrução da cidade a caracteriza por ter seu horizonte repleto de guindastes que anunciam o processo sem fim, o que traz a belíssima sensação de ser uma obra de arte permanentemente em processo de lapidação. É um fenômeno indescritível. Desde casas e prédios reconstruídos, a monumentos inteiros como o Siegessäule, o monumento da vitória, imponente tanto ao longe como de perto. Essas duas classificações de edifícios geram as rugosidades que a cidade apresenta e conjuntamente das orientações de Mestre de onde focar e a história por trás de cada parada proporcionam um encontro que gera não só aprendizado histórico mas sim um verdadeiro despertar de reflexões, questionamentos e observações tanto sobre as belezas e encantamentos que a cidade apresenta do ponto de vista da organização, arquitetura, arte quanto sobre os rumos que uma sociedade pode levar, sobre o papel que uma liderança pode exercer e como isso influencia nos atos diários para o bem e para o mal.
Apesar disso, a composição da cidade, a peregrinação, os encantos, todos teriam uma potência e brilho menor sem os 3 dias de seminário fechado, nos auditórios do hotel, guiados pelo Mestre. Ali os temas abordados e as conversas, exercícios, e reflexões proporcionaram o encontro com o outro e comigo mesmo. O despertar de uma sensibilidade maior para o próximo trouxe a percepção sobre a história de cada um, sobre o jeito, as falhas, os desafios de suas caminhadas e sobre o momento interno de cada pessoa e como deve-se respeita-lo. Ou seja, um exercício de empatia pura, que por rebote me fez respeitar um pouco mais as minhas próprias falhas e encarar mais minha caminhada nessa terra como única e em seu próprio tempo. Os textos e as explicações que aconteceram trouxeram também um momento de epifania em que pude não apenas ver, mas enxergar o que seria o exercício da entrega de uma pessoa e o posicionamento que tal despertar acarreta, aquilo que tem por nome gratidão. Esse momento coloco no topo pois não ocorreria nenhum outro ensinamento ou aprendizado sem o preparo exaustivo e metódico, investimento e entrega de Mestre, um exemplo de liderança que desenvolve seu legado em cima da formação de novas lideranças transformadoras.
Uma vez que há, por assim dizer, a expansão da percepção, da consciência, sobre determinado assunto ou aspecto da vida, voltar para a estaca anterior é uma escolha de fingir não olhar. Além da pessoa carregar consigo no fundo de seu ser a noção de que se está optando por não encarar a nova percepção, não há o devido respeito e consideração por aquela situação, relação, circunstância ou pessoa. Com isso também o indivíduo não consegue ser íntegro em si, coerente em seus pensamentos, falas e ações, pois suas ações contradizem aquilo que sua percepção já captou e processou. No seminário em dado momento falou-se sobre justamente o exercício de ser e fazer, de modo contínuo, para que sendo você seja a expressão da ação e ao agir você transpareça seu ser. Minha epifania vem justamente da gratidão como sendo fundamental para a expressão do meu ser, em verbo. E a gratidão há de ser para o Mestre que me orientou. Ao final, uma liderança ética e transformadora passa pelo reconhecimento e entrega a quem a instruiu, orientou e possibilitou a potencialização de seu caminhar.
O seminário de liderança e desenvolvimento humano em si, no conjunto de suas partes que caminham lado a lado, é um tremendo exemplo de liderança, possivelmente numa das cidades mais adequadas para essa vivência, com uma das pessoas mais profundamente qualificadas para realizá-lo. Em minha humildade atesto seu grau de impacto quando em meu retorno me vi obrigado a mudar meu posicionamento e comportamento em uma série de situações que me trouxeram conflitos, porém tranquilidade e serenidade para me posicionar e fazer o que é certo. A gratidão a este ser iluminado há de ser exercida na mesma proporção do sentimento de transformação e agradecimento ao qual me encontro. Jamais esquecerei este encontro neste espaço e tempo que foi o SDH Berlim 2020 e carregarei a memória pelo resto de minha vida.


Pedro Eiras

Depoimento de Sofia Xavier

Berlim: cidade multifacetada e em constante transformação; capital do país Deutschland (em tradução livre, terra do povo); local que conta a história de um povo que não apaga a própria história; cidade que incorpora seu passado no seu presente (ou seria o contrário?) e, assim, narra aos espíritos peregrinantes seus anos de luz e de trevas. Berlim: sítio especialmente selecionado para 11 intensos dias de peregrinação, nos quais nos deixamos guiar pelo olhar experiente e sempre atento da liderança transformadora que vê neste local aquilo que só um mestre pode ver. Transcorreram dessa forma 11 dias de uma viagem que, apesar de ter-nos levado para fora do Brasil, o fez para que pudéssemos, em maior profundidade, viajar para dentro de nós mesmos em um mergulho maior do que jamais poderíamos imaginar. Da mesma forma, a Berlim peregrinada também não teve como fim nos levar a pontos turísticos e boas fotos, mas sim a reflexões capazes de mudar nossos comportamentos no dia a dia quando de volta ao Rio de Janeiro. E assim eu fiz uma viagem que, por me colocar em estado de profunda imersão, me fez questionar toda a vida ao redor da própria viagem, me acelerando para que eu pudesse desacelerar e tomar consciência do meu corpo, da minha existência, da minha ação no mundo e dos emaranhamentos que desenham a nossa vida.
A experiência do seminário nos despertava para perceber a complexidade do mundo que sempre nos cerca, por mais que nem sempre consigamos percebê-lo em toda sua beleza e detalhamento. O seminário era um momento de mais aprofundado compartilhamento do que existia dentro de nós para que, externalizando nossas questões e dilemas, pudéssemos dirimir dúvidas, conectar-nos com nós mesmos e com o grupo e internalizar ideias que, por vezes, beiravam o limite da nossa compreensão. Da mesma forma que momentos do seminário eram levados para as ruas e discutidos aos pés dos monumentos berlinenses, tanques de guerra verdes não vistos na rua eram escrutinados em sala, quando o exterior nos inundava em menor escala com novas informações. Mais do que isso, o seminário nos colocava em uma situação de maior vulnerabilidade por estarmos frente a frente com todos que nos acompanhavam, fossem estas pessoas mais ou menos próximas do nosso convívio em momentos anteriores a viagem. Esta situação, porém, nos lembrava também constantemente que, apesar de estarmos trilhando um caminho que era só nosso, nenhum de nós está sozinho. Todo o grupo compartilhava suas vivências em um ambiente acolhedor e receptivo, em uma bela demonstração de carinho e amor que estimulava, cada dia mais, nosso crescimento e as perdas necessárias a ele.


Sofia Xavier

Depoimento de Thales Machado

Peregrinar é caminhar para longe e perto de si ao mesmo tempo. O mestre nos mostrou que só conseguiríamos enxergar a Alemanha em seus mínimos detalhes quando enxergássemos profundamente quem somos, então nos usamos para ver a Alemanha e usamos a Alemanha para ver a nós mesmos, pois não existe fora ou dentro. A dualidade é uma ilusão. Só existe o todo, tão exatamente complexo quanto cada parte. Berlim desfazia a ilusão da dualidade do tempo, uma cidade que possui mais de cento e cinquenta museus, inúmeros palácios e monumentos, onde se encontra artefatos de mil e quinhentos antes de cristo e monumentos em construção previsto pra mais de vinte anos… Ela dizia claramente só se pode caminhar profundamente ao futuro caminhando profundamente ao passado, isso é se manter no momento presente, o único que existente, onde passado e o futuro se tornam uma coisa só. Os museus revelavam a complexidade da arqueologia, música, cinema, ciência, arquitetura, política, história e, o que mais me afagava e deliciava, a arte. Eram como enormes lupas que revelavam minucias sobre todas as coisas, a complexidade do universo e suas infinitas esferas. Tão intenso e avassalador foi enxergar tão profundamente tudo que nos elevou a um estado de fascinação por tudo. A lupa agora estava no paladar que distinguia sabores que antes eram irreconhecíveis, cheiros, cores, sons, e até percepções “extra-sensoriais”. Aprendemos muito sobre quem somos, sobre liderança, sobre amor, sobre como nos transformar para assim transformarmos o mundo.

Thales Machado

Depoimento de Thiago Godinho

Seminário
Quinze dias. Duas semanas, toda uma vida. Uma nova vida, uma nova perspectiva, profundas mudanças. Encontros e reencontros, comigo e com os demais. Sorrisos, fraternidade, esperança. Evolução.
Reconhecimento de que tenho um papel no mundo, pois sou o mundo. Consciência de que possuo um poder transformador ilimitado e posso ajudar as pessoas a desenvolvê-los. A beleza e a arte estão presentes em tudo. Meu papel é incutir responsabilidade e coração à ciência, pois quando esta está descompromissada, torna-se um veneno.
O tempo presente, onde ocorrem os afetos e ações políticas. A realidade de fato, intrincada por subjetividade e pelo passado, assim como pelo futuro. Onde devem ocorrer as ações e a formação de mim mesmo. Do-be-do-be-do… sou o que faço e faço o que sou. Preciso me desenvolver agora, convertendo-me em uma liderança por amor.
Por fim, iluminação. Propósito. Gratidão, muita gratidão.


Peregrinação
Peregrinar, a arte de perder-se sem perder a si mesmo. Abrir mão do controle para aguçar a percepção e os sentidos.
Quase sempre, andamos. Planejamos. Viajamos. Fazemos fotos. Mas peregrinar, não. Transferimos o nosso foco ao ponto futuro, à futura publicação nas redes sociais e, mais raramente, à erudição e quando chega o momento, passamos por ele sem a devida atenção.
 A peregrinação do SDH2020 foi algo completamente novo para mim. Um exercício de foco e sensibilidade. De permanecer no momento presente, atento a cada passo, cada edifício que descortinava no horizonte. De observar diversos estilos arquitetônicos, de cidades diferentes, e pensar nos trabalhadores que assentaram cada tijolo. De imaginar o que ocorrera ali anos, ou mesmo séculos antes. Em quem passou por aquelas ruas e vielas, através dos tempos, imersos em suas próprias questões. No que os pintores pensavam quando tangibilizavam seus interiores nas telas em branco. Nos artesãos, cuja perícia era renovada a cada instrumento musical finalizado, construído de forma única. No transe experimentado pelos músicos de uma orquestra, conduzidos com graça e firmeza por uma líder maestrina.
Creio que esta seja a única forma de se conhecer verdadeiramente um local. De mergulhar na cultura vigente, ao mesmo tempo que imerge dentro de si. De conectar-se, de modo silencioso e arrebatador, às pessoas que vivem o mesmo momento, e mesmo as que transitam à sua volta. De, através de pedras, obras de arte, música, desenvolver empatia. O que conduz à compreensão e mitigação de conflitos.
Todo assentamento, crescendo às grandes metrópoles, carregam a história. Os feitos heróicos e perversos de antepassados. Vitórias, derrotas e o aprendizado obtido. Se atentar, despertam todo o tipo de sentimento. Em mim, principalmente, reflexão e gratidão.

Thiago Godinho

Depoimento de Vitor Cardoso

Ainda tentando entender o afeto que Berlim me causou, tento compilar em palavras o que já compreendi. Como tudo é Berlim, preciso falar da experiência pré-Berlim vivida sem a presença física de Mestre Rohm. Zeta, Claudine e Hedu fizeram um trabalho magnífico de organização e suporte para que todos e todas conseguissem se preparar perfeitamente para o que estava por vir, para que não perdêssemos tempo com aeroportos, imigração e afins. Para mim tal suporte fora fundamental para que me sentisse seguro na minha primeira viagem internacional. Gratidão!
Ao Mestre, meu profundo agradecimento por todo o planejamento do seminário e da peregrinação. Experiência maravilhosa que acarretou e ainda acarretará mudanças interiores fundamentais para uma vida mais íntegra e transformadora. Berlim é muito mais que a capital da Alemanha vista aos olhos de Mestre. Berlim é um exemplo de lugar que respeita as diferenças, que valoriza sua história e que vê em cada ser humano um potencial transformador da realidade terrena ainda tão opressora.
Mestre nos mostra que é possível fazer a diferença na vida das pessoas quando o foco é ajustado para o propósito que pensa no outro. Toda a vivência durante o seminário e peregrinação tem o propósito de afetar na vida de cada berlinável para transformar o mundo. O mais importante não é a mudança interior em cada um, mas sim o que essa mudança acarretará de mudança na vida de outras pessoas, para que o mundo seja um lugar mais justo e mais igual.
Ver o ressurgimento de Berlim pós-guerra e pós-nazismo, gera resiliência e força para enfrentar o crescimento da extrema direita e do fascismo no Brasil e em parte do mundo. Gera também compreensão da importância da cultura e educação na vida humana. Gratidão, Mestre, por renovar nossas esperanças a cada encontro, a cada palavra, a cada olhar. Gratidão por afetar tanto em minha vida!


Vitor Cardoso Pereira

Depoimento de Vittorio Papa

Peregrinação
A peregrinação com o Mestre foi uma experiência enriquecedora e singular. Não somente pelo o fato da apreciação da estória e a apreciação da arte, que a peregrinação abrange. Mas também a exposição a tais sujeitos juntos a sabedoria que Mestre possui te desenvolve e muda o jeito de olhar para aquilo apresentado, assim um museu a respeito do nazismo não é mais um relato de um passado que aconteceu, mas sim uma exposição de um possível futuro indesejável.


Seminários
Em seus seminários Mestre abordou questões que enriquecem a visão de mundo e o ato de experimenta a vida, que nos tempos atuais está obscurecido o pelo uso das redes socias, colocando em outras palavras, ele nos motiva e instrui a respeito de viver o momento presente, visto que sempre algo está acontecendo ao seu redor. Além disso se aborda outras temáticas, que também envolvem, o desenvolvimento tal quais: o que é uma peregrinação, física quântica, entre outros conceitos.
Devo ressaltar também que notei que os seminários criados por Mestre Rohm são, assim como as aulas de IPS, experiências únicas, no sentido que o que Mestre espoei dialoga diretamente com o que cada um está passando e vivendo. Sendo assim, é especial e único.

Att, Vittorio Wollner Infante Papa

Depoimento de William Freire

Uma das propostas de estar aberto para o seminário de desenvolvimento é possibilitar a si mesmo a oportunidade de mudar. Para alguns, essa mudança é entendida como um preço a pagar, seja confrontando com o ego para desvencilhar de seus hábitos ou mesmo lidar com as emoções e dores dessa mudança. Para outras pessoas, é se deixarem levar pela experiência e aproveitá-la da melhor forma possível.
Certo que há outras formas de ver e vivenciar esse desenvolvimento, porém a condução no SDH desenvolve o caráter e o sentido humanista e civilizatório em cada um nós, particularmente algo que estamos em falta nos dias de hoje.
Agradeço o prof. Rohm pela imensa dedicação, amorosidade, cuidado e energia empregados no seminário e ter tornado momentos em algo único.


William Freire

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