Relações de gênero no curso de Administração da UFRJ e a construção de um futuro profissional igualitário


Ricardo Rohm e Thaís Sampaio em UFRJ

📅 JICTAC 2010

Resumo:

Partindo da hipótese de que a sociedade contemporânea é sexista, hoje as relações sociais-trabalhistas são demarcadas por identidades de gênero por conta dos processos de aprendizagem social e das crenças de que existem aptidões biologicamente naturais inerentes a cada sexo. À medida que aumenta o nível de escolarização, cresce a participação feminina. De acordo com os dados do Censo Escolar e do Censo da Educação Superior entre os concluintes da educação superior, elas são 62,9% do total (Fonte: INEP/MEC dados do Censo Escolar 2003 e da Educação Superior 2002). Mesmo assim, o preconceito compromete o futuro profissional da administradora uma vez que ao término do curso os profissionais do gênero masculino permanecem, em grande maioria, percebendo melhores salários “Os rendimentos das mulheres são sistematicamente inferiores aos dos homens, inclusive quando comparamos níveis similares de escolaridade. Por hora trabalhada, as mulheres recebem, em média, 79% da remuneração média dos homens (ou seja, 21% a menos” Laís Abramo (Decembro 2006). Esta pesquisa visa demonstrar como as relações de gênero influenciam a carreira de administradoras desde a escolha do curso superior, iniciação mesma à sua própria formação, bem como as diferenças de percepção e de decisão nos processos ensino-aprendizagem durante o curso de Administracão na UFRJ. Haveria padrões nas escolhas de temas de estudo, trabalhos, direcionamento para prática de estágio supervisionado e realização de monografias e pesquisas entre os gêneros dos alunos? Na composição de equipes de trabalho, grupos de estudos e tarefas grupais realizadas pelos dois gêneros? Estas questões motivam a pesquisa exploratória e a construção de outros problemas de pesquisa dela decorrentes. A metodologia a ser utilizada, além da bibliografia fundamental e revisão da literatura pertinente, contará com a elaboração de um questionário base a ser respondido por Alunas do curso de ADM de diversos períodos, por meio do qual sua representação social será analisada a partir de uma perspectiva etnográfica “buscando fornecer todos os elementos para uma compreensão do ponto de vista da pessoa interrogada – um olhar que restitui ao pesquisado sua razão de ser e sua necessidade; o desafio de se situar no espaço social a partir do qual são tomadas todas as vistas do pesquisado sobre esse espaço” (Bourdieu, 1997:711), podendo, portanto, incluir entrevistas semi-estruturadas a fim de validar os resultados inicialmente obtidos.

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Lembre-se de que você veio aqui, porque compreendeu a necessidade de lutar contra si mesmo. Agradeça, portanto, a quem lhe proporcione a ocasião para isso.
Gurdjieff
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