Administração do terceiro setor: desafios enfrentados na gestão de ONGs LGBTs


Ricardo Rohm, Claudia Gonçalves, Samira Pompeu e Vinicius Nunes em UFRJ

📅 JICTAC 2011ResearchGate – 📅 XII SEGeT 2015 (terceiro setor) com publicação – 📖 Publicação

Resumo:

O terceiro setor pode ser definido como o conjunto de atividades de organizações da sociedade civil que visam atender e prestar serviços públicos fora do aparato do Estado e do setor privado, serviços esses que antes eram de competência estatal (LEE, et al., 1997). Tendo em vista que tais atividades deveriam ser tratadas pelo Estado e não o são, constituem carências para a sociedade e administrá-las com eficiência e eficácia torna-se uma ação de fundamental relevância. Dentre as organizações do terceiro setor que trabalham para suprir algumas destas carências, destacam-se nesta pesquisa os trabalhos das ONGs que militam pelos direitos humanos e civis da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Travestis). No caso da população LGBT, a luta pela visibilidade de seus direitos é uma urgência em uma sociedade em que, segundo dados do Grupo Gay da Bahia (GGB), apenas no ano passado foram mortas 263 pessoas em razão da homofobia, ou seja, hostilidade psicológica e social, ou ódio, contra pessoas que se presumem desejarem pessoas de seu próprio sexo ou que tenham relações sexuais com elas, estendendo-se também contra pessoas que não se conformam com o papel de gênero socialmente pré-determinado para seu sexo biológico (BORRILLO, 2001). Dentre todas as minorias, as pessoas LGBT são as mais perseguidas e odiadas na sociedade brasileira e uma das mais marginalizadas dentro das organizações (MOTT, 2000; SIQUEIRA e ZAULI-FELLOWS, 2006), por isso, parte-se do pressuposto que a sociedade homofóbica dificulta a gestão dessas ONGs obstaculizando o recebimento de auxílios externos, bem como na promoção de eventos contra a homofobia. Dessa forma, o presente estudo objetiva expor de que forma a homofobia pode interferir nos projetos e ações de tais ONGs na luta por direitos civis e humanos para a comunidade LGBT, bem como, a visibilidade que lhes é negada. As organizações não-governamentais desse estudo foram escolhidas dentro do território nacional, pelos critérios de visibilidade e antiguidade na luta. Foram realizadas entrevistas semi-estruturadas com três gestores por meio de um questionário com perguntas abertas os quais serão analisadas.

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