As mutações do mercado de trabalho sob a égide do capitalismo e os impactos sociais para o trabalhador


Ricardo Rohm e Claudia Gonçalves em independente

Pesquisa em andamento – ResearchGate

Resumo:

A pesquisa tem como objetivo geral apresentar a organização contemporânea do trabalho, na perspectiva própria do capitalismo, considerando as mudanças nos meios de produção com a introdução de novas tecnologias e a precarização nas relações trabalhistas, enfatizando os efeitos sociais ocasionados ao trabalhador.

A expansão do modo de capitalista de produção a uma escala global, assim como o fluxo de capitais, resultou em alterações nas relações de produção das sociedades e nas relações de trabalho em todo o mundo (Mattoso & Pochmann, 1998). O capitalismo, sob a égide da acumulação flexível, trouxe uma ruptura com o padrão fordista e gerou um modo de trabalho e de vida pautados na flexibilização e na precarização do trabalho. O capital financeiro impôs-se sobre todos os demais empreendimentos do capital, subordinando a esfera produtiva e contaminando todas as suas práticas e os modos de gestão do trabalho (Antunes, 2018).
As empresas tem focado em implementar estratégias que resultem em ganhos de produtividade e diferenciais de competitividade, seja por meio da redução dos quadros funcionais, da precarização das relações de trabalho, terceirizando parte do processo produtivo. Todas essas ações resultaram na piora das condições de trabalho (DIEESE, 2003).
A flexibilização e a precarização nas relações de trabalho determinaram o surgimento de novos formatos para a natureza do emprego (temporário, contrato por tempo determinado, tempo parcial ou variável, interinidade) (Antunes e Alves, 2004; Boltanski e Chiapello, 2009; Castel, 2010).
Nesse cenário, as estatísticas do desemprego são crescentes mas o discurso veiculado nos meios midiáticos é o de que há empregos, mas não há trabalhadores qualificados para ocupá-los.
Essas práticas implicam em responsabilizar cada vez mais os indivíduos pela gestão do seu trabalho, da sua carreira, da sua formação e, também, da sua saúde e segurança. Han (2017) aponta uma mudança no paradigma social que agora determina a ênfase na responsabilidade e iniciativa do indivíduo para produzir mais, ter melhor desempenho. Este imperativo da sociedade pós moderna do trabalho leva o individuo à depressão e outras formas de adoecimento psíquico. Segundo Antunes (2018), as pressões para atender às demandas crescentes do mercado tem transformado o ambiente de trabalho em um espaço de adoecimento.
O estudo busca analisar a relação entre o atual cenário do mercado de trabalho consideradas as mudanças impostas pelo capitalismo e os impactos sociais para o trabalhador.
Desenvolver-se-á uma pesquisa qualitativa de caráter documental dado que se constitui em uma das várias possibilidades de se estudar os fenômenos que envolvem os seres humanos e suas intrincadas relações sociais, estabelecidas em diversos ambientes (Godoy, Arilda S.; 1995).
PALAVRAS-CHAVE: mercado de trabalho, emprego, capitalismo, mudança social, trabalhador.

Abstract:

Labour market changes in capitalism and its social impacts for the workers

The research aims to introduce the contemporary organization of general work, from the perspective of capitalism itself, considering the changes in the means of production with the introduction of new technologies and the insecurity in the labor relations, emphasizing the social effects caused to the employees.

The expansion of the capitalist mode of production on a global scale, as well as the flow of capital, resulted in changes in the relations of production and relations of societies ‘ work around the world. (Mattoso & Pochmann, 1998). Capitalism, under the aegis of the flexible accumulation, brought a break within the Fordist pattern and generated a way of work and life based on more flexible and precarious work. The financial capital imposed itself on all other capital ventures, subordinating the productive sphere and contaminating all their practices and management modes of work (Antunes, 2018). The companies have focused on implementing strategies which result in gains in productivity and competitiveness differentials, either through the reduction of functional frameworks, the precariousness of work relationships, as well as outsourcing part of the production process. All these actions resulted in the worsening of working conditions (DIEESE, 2003). These flexible and precarious work relations determined the emergence of new formats for the nature of employment (temporary, contract by time, part-time or variable) (Antunes and Alves, 2004; Boltanski and Chiapello, 2009; Castel, 2010). In this scenario, the unemployment statistics are growing but the speech aired in the media means is that there are plenty of jobs, but there is no skilled workers to fill them. These practices imply responsibility more and more individuals for managing your work, your career, your education, and also of your health and safety. Han (2017) points to a change in the social paradigm that now determines the emphasis on responsibility and initiative of the individual to produce more, have better performance. This imperative of postmodern working society leads the individual to depression and other forms of psychic illnesses. According to Antunes (2018), the pressure to meet the increasing demands of the market have transformed the work environment in a space of illness. The present study seeks to analyse the relationship between the current labour market scenario takling the changes imposed by capitalism and its social impacts for the worker. A qualitative research of documentary character will be, therefore, developed as this is one of the several possibilities for studying the phenomena which involve human beings and their intricate social relations, whilst established in various environments (Godoy, Arilda S.; 1995).
KEYWORDS: labour market, employment, capitalism, social change, worker.

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