PROGRAMA DE ESTUDOS E PESQUISAS EM
DESENVOLVIMENTO HUMANO, FORMAÇÃO DE LIDERANÇAS TRANSFORMADORAS E GOVERNANÇA SOCIAL
Eponina, Ernesto Nazareth
Chevron esquerda

Análise da diferença de discurso entre as categorias tipificadas por Castillo e cols. e Lacerda, Camino e Pereira quanto à homofobia entre os graduandos do curso de Administração de empresas da UFRJ

,
📅 DATA DA PUBLICAÇÃO
🔖 PALAVRAS-CHAVE
📃 DIVULGADO EM

UFRJ,

🗺️ CIDADE
AUTORES:

📅 JICTAC 2010

Resumo:

A questão da diversidade humana torna-se essencial à formação do administrador, enriquecendo sua visão de mundo em uma sociedade plural e de economia global. A discriminação se tornou um desafio para os líderes empresariais, pois afeta diretamente o clima organizacional e a eficiência dos funcionários de qualquer corporação. No Brasil, um dos maiores desafios tem sido o preconceito em razão da orientação sexual, ou homofobia. Para melhor combater e diminuir essas crenças deve-se entender como elas se apresentam em seus discursos e em que estão fundamentadas. Castillo e cols. (2003) e Lacerda, Camino e Pereira (2002) criaram escalas de medição das crenças homofóbicas que divide os pesquisados em três categorias: flagrantes, sutis e não preconceituosos. O objetivo desse artigo é perceber as diferenças de discurso entre as três categorias e os pontos em que essas diferenças são mais flagrantes. Para isso, Far-se-á a aplicação das escalas supracitadas com uma turma do curso de Administração de Empresas da UFRJ, e assim que obtido o resultado dessa pesquisa, serão selecionados aleatoriamente um total de 5 participantes classificados como flagrantes, 5 sutis e 5 não preconceituosos, com os quais realizaremos entrevistas, e com esse material será feita a análise de discurso. Os autores citados basearam as suas escalas em alguns parâmetros, e a partir destes montamos as categorias a serem analisadas nos discursos e seus respectivos critérios de análise, que são: a relação do autoritarismo com o preconceito, na qual analisaremos as diferenças nos sentimentos autoritários entre as categorias; a diferença percebida de valores que se julga ser de pessoas homossexuais com os seus próprios valores, na qual se analisará se essa discrepância aumenta ou diminui entre as categorias; a conduta para com pessoas homossexuais, para se analisar se há diferença na conduta declarada para com os homossexuais nas categorias; a rejeição de intimidade com pessoas homossexuais, para se analisar o quanto a rejeição a intimidade com pessoas homossexuais varia nas categorias; as emoções sentidas para com pessoas homossexuais, para se analisar a diferença das emoções sentidas para com pessoas homossexuais entre as categorias; e as explicações dadas à homossexualidade, para se perceber se as três categorias se diferenciam na explicação dada. A questão é: O Quanto as crenças homofóbicas dos indivíduos podem ser percebidas em seus discursos? Para isso, realizar-se-á uma revisão da literatura acerca do método de análise de discurso, e de sua importância na pesquisa de tipo qualitativa em administração de empresas.

ANEXO:

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Inspiração:
Gurdjieff
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🌈Com ênfase na diversidade sexual, os estudos analisam as relações de poder e preconceito presentes nas organizações, estimulando o combate à discriminação e à homofobia.

Observam-se quais os modelos adotados para a gestão da diversidade com base nas boas práticas de inclusão – sejam elas nacionais ou internacionais.

Busca-se compreender as vantagens competitivas existentes em um ambiente diverso, considerando também o bem estar de cada colaborador.

A conscientização e o enfrentamento acerca das manifestações homofóbicas nas organizações e demais ambientes de trabalho é crucial para a erradicação da homofobia em nossa sociedade.

“Tanto na esfera do conhecimento, quanto na da política, da sociedade e da própria vida humana, a diversidade deve ser percebida com entusiasmo, com paixão, compaixão e com o encantamento de quem redescobre o mundo. Assim é para mim, permanentemente. Em cada gesto.”

Rohm, em Por uma elegia à Diferença!

Liderança transformadora

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🦅 Estes estudos visam compreender a existência e o surgimento de líderes, a análise e aprendizado das competências fundamentais da liderança. Formamos líderes para transformar a sociedade em prol da diversidade humana.

A liderança aqui não aparece como mero recurso para maior vantagem competitiva, mas como forma de se instaurar e de se gerir a transformação.

Transformação significando a ruptura com antigos padrões e a elevação do nível de consciência, tanto pessoal quanto organizacional.

“A única maneira de realizar algo importante é um desejo verdadeiro e pungente, uma vibração transformadora, um presságio de que a vida e a felicidade podem ser ainda mais e maiores…

…"a verdade pertence aos olhos que a vêem" assim como a sabedoria se origina da vivência autêntica de cada um, do olhar por dentro, da celebração da diferença, da entrega, do aprender com amor e coragem de mudar a si mesmo, para além dos limites, para poder merecer mudar o mundo.”

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Quanto à Governança, os estudos buscam entender as relações pelas quais uma empresa é controlada e administrada, trabalhando para além do paradigma padrão de governança voltada para os shareholders (detentores de ações), mas também para os stakeholders (sociedade, clientes, fornecedores, funcionários e acionistas).

Desejamos estimular a implementação de práticas de gestão socioambientais sustentáveis e éticas nas organizações.

Existe uma preocupação com o resgate social da produção da riqueza que parece obstaculizado pela crise do Estado contemporâneo. A governança é  entendida como um campo de retomada social da produção e da distribuição das riquezas.

"A crise de referências e valores fundamentais da sociedade moderna, acompanhada pela crise de suas instituições tradicionais, desorganizam e desqualificam os então conhecidos e praticados vínculos sociais essenciais aos processos de identificação dos indivíduos, e, portanto, fragmentam suas identidades e abrem um vazio de sentido a ser pretensamente ocupado pela Organização contemporânea, com seu imaginário de excelência e sucesso, ensejando a discussão dos modos de subjetivação inaugurados por suas práticas discursivas."

Rohm, em ​A Produção de Subjetividades em Organizações Contemporâneas: Práticas Discursivas e Políticas da Empregabilidade.

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